Doralice Mastini, 44 anos, luta para que uma empresa de refrigerantes dê assistência ao filho de 16 anos, atropelado por uma Fiorino da empresa, há oito meses, em Campo Grande. O adolescente teve a bicicleta danificada e hoje arca com prejuízos com vale-transporte.
A mãe detalha que o garoto era menor aprendiz em um supermercado no Residencial Girassóis e foi atingido por uma Fiorino, em setembro de 2025. O veículo comercial avançou o ”Pare”, conforme as imagens, mas não houve ferimentos graves.
Após o acidente de trânsito, funcionários da empresa teriam ido à casa dela e prometido ajuda ampla, inclusive com a entrega de uma nova ou conserto da bicicleta.
‘’Foram na minha casa, tiraram foto de tudo… Prometeram mundos e fundos… Já se vão oito meses e eu não consigo nem falar com esse povo’’, desabafou Doralice. ”Eles são grandões, né (multinacional) e a gente não consegue nem falar com eles”, complementou.
Falando sozinha
A denunciante diz que procurou a Defensoria Pública e que o órgão marcou audiência de conciliação, mas nenhum representante da empresa compareceu. Ela retornou à DPMS e foi orientada a procurar a empresa novamente para tentar um acordo antes de ajuizar ação.
‘’Mandei mensagem pro rapaz da CIPA que foi lá em casa, mas não respondeu. Acionei o rapaz que estava no carro no dia do acidente para fazer acordo, mas nada’’, lamentou novamente.
Prejuízos
Ainda sobre a situação do filho, a mulher diz que gasta com o vale-transporte e que não conseguiu Passe do Estudante porque o garoto mora a 1,5 Km da escola e não a 2 Km, que é a distância mínima exigida para o benefício.
Mastini garante que não quer lucrar em cima de uma empresa por ela ser gigantesca e sim por pôr fim ao drama e ao prejuízo.
“Estou tendo um monte de gastos. Ou eles arrumam a bicicleta ou dão outra’’, cobrou a denunciante.
A última ida à fábrica de refrigerantes na Gury Marques, cruzamento com a Interlagos, diz a denunciante, foi no dia 31 de março. A empresa teria tirado cópia de boletim de ocorrência e outros registros, e foram feitas novas promessas de resolver o caso. Porém, até o fechamento desta matéria, não houve satisfação.
”Meu limite chegou! Menino, são oito meses”, desabafou mais uma vez.
Resposta
Entramos em contato com o funcionário que manteve interlocução com a mãe da vítima e pedimos informações. Igualmente, solicitamos o contato da assessoria de comunicação da fábrica. A comunicação da empresa pediu alguns dias para verificar como está o andamento da solicitação.
O espaço está permanentemente aberto a manifestações.
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