O bairro Amambaí é considerado o mais antigo de Campo Grande, tem imóveis residenciais, mas também, muitos estabelecimentos comerciais e, com o passar dos anos, o bairro passou a ter um fluxo considerável de usuários de entorpecentes e, com isso, houve um aumento significativo de crimes como roubo e furto, muitas vezes, à luz do dia.
O que se percebe na região é que as casas e estabelecimentos comerciais tiveram a segurança reforçada por barreiras e itens físicos – como cerca elétrica, serpentinas, grades, correntes, cadeados – a fim de se evitar invasões e outras incursões criminosas. Apesar disso, há crimes até mesmo nas ruas do bairro.
Em julho deste ano, por exemplo, duas mulheres tiveram os celulares roubados enquanto aguardavam o ônibus no ponto da Rua Guia Lopes com a Rua Paisandu. As testemunhas têm receio de falar sobre a onda de crimes, por medo de represálias e de se tornarem os próximos alvos.
Outra situação relatada na mesma localidade são os furtos recorrentes: um estabelecimento já foi invadido por sete vezes, apesar das medidas de segurança tomadas pelo proprietário do comércio. O problema é que este estabelecimento tem ligação com outros dois, pelo telhado, já que estão em um mesmo prédio.
Toda a instalação de ar-condicionado da sala comercial precisou ser alterada para que os aparelhos não ficassem expostos do lado de fora para a frente, na Rua Guia Lopes, já que, em uma das invasões, o condensador também foi furtado.
Em mais um dos estabelecimentos, não houve exatamente um roubo ou uma tentativa de roubo, mas sim, uma invasão em que um usuário de entorpecentes tomou um frasco de álcool em gel para ingerir. As funcionárias da loja tentaram intervir, mas o homem reagiu com muita hostilidade e quase as agrediu.
As trabalhadoras ficaram bastante assustadas, especialmente pelo fato de que esse mesmo homem sempre é visto pelas imediações portando uma faca artesanal.
Apelos
Segundo os relatos dos comerciantes e trabalhadores locais, já houve pedidos de mais policiamento, de rondas no local, e até abaixo assinado, mas até o momento, não houve providência.
Os moradores reforçaram à equipe de reportagem do TopMídiaNews que querem e precisam de mais segurança no bairro.
Outra coisa que também tem preocupado os moradores é a transferência do Centro Pop para o bairro, o que aumentaria o fluxo dos usuários de entorpecentes na região. Com isso, eles temem também o aumento da criminalidade.

