terça-feira, novembro 3, 2026

Morre aos 84 anos ex-vice-presidente dos EUA Dick Cheney

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Dick Cheney, uma força motriz por trás da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003, considerado por historiadores presidenciais como um dos vice-presidentes mais poderosos da história dos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em um comunicado nesta terça-feira.

Cheney morreu na noite de segunda-feira devido a complicações de pneumonia e doenças cardíacas e vasculares, informou sua família.

O republicano — ex-congressista e ex-secretário de Defesa de Wyoming — já era uma figura importante em Washington quando o então governador do Texas, George W. Bush, o escolheu para ser seu companheiro de chapa na corrida presidencial de 2000, que Bush acabou vencendo.

Como vice-presidente de 2001 a 2009, Cheney lutou vigorosamente pela expansão do poder da Presidência, pois sentia que esse poder estava se esvaindo desde o escândalo de Watergate, que levou seu antigo chefe, Richard Nixon, a deixar o cargo. Ele também ampliou a influência do gabinete do vice-presidente ao montar uma equipe de segurança nacional que, muitas vezes, atuava como um centro de poder próprio dentro do governo.

Cheney foi um forte defensor da invasão do Iraque em 2003 e estava entre as autoridades mais francas do governo Bush, alertando sobre o perigo do suposto estoque de armas de destruição em massa do Iraque. Nenhuma dessas armas foi encontrada.

Ele entrou em conflito com vários assessores importantes de Bush, incluindo os secretários de Estado Colin Powell e Condoleezza Rice, e defendeu técnicas de interrogatório “aprimoradas” de suspeitos de terrorismo que incluíam afogamento e privação de sono. Outros, incluindo o Comitê Seleto de Inteligência do Senado dos EUA e o relator especial da ONU sobre combate ao terrorismo e direitos humanos, chamaram essas técnicas de “tortura”.

Sua filha Liz Cheney também se tornou uma legisladora republicana influente, servindo na Câmara dos Deputados, mas perdeu seu assento depois de se opor ao presidente republicano Donald Trump e votar pelo impeachment deletarapós o ataque de 6 de janeiro de 2021, ao Capitólio, por seus apoiadores. Seu pai concordou com ela e disse que votaria na candidata democrata Kamala Harris em 2024.

“Nos 248 anos de história de nossa nação, nunca houve um indivíduo que fosse uma ameaça maior à nossa República do que Donald Trump”, disse o homem que há muito tempo era um inimigo da esquerda.

Cheney teve problemas cardíacos durante grande parte de sua vida, sofrendo o primeiro de uma série de ataques cardíacos aos 37 anos. Ele fez um transplante de coração em 2012.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*Reportagem adicional de Gursimran Kaur

É proibida a reprodução deste conteúdo.

FONTE: AGENCIA BRASIL

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