Tiago Lobo, de 30 anos, foi executado a tiros dentro de um HB20, na Rua West Point, no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, ontem (29). O homem era réu por perseguir e atirar contra um servidor público estadual e havia acabado de retirar a tornozeleira eletrônica na quinta-feira (27).
Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) de maio deste ano, no dia 24 de abril, ele tentou o servidor de 50 anos, na Rua José Ribeiro de Sá Carvalho, na Vila Nasser. A vítima tinha ido na casa da ex-companheira entregar uma flor e saía do local a pé quando foi surpreendida.
O autor era vizinho da mulher e saiu de casa em um carro com outro homem não identificado. Eles acompanharam a vítima pelo caminho e, quando o servidor ficou de costas, Tiago, que era passageiro do veículo, atirou diversas vezes.
A vítima foi atingida no tórax, do lado direito e na região lombar, à esquerda. Ele correu para sua casa e em seguida foi levado para atendimento médico na Santa Casa, onde passou por cirurgia e ficou dias internado em estado grave.
Tiago acabou sendo preso em flagrante. Em depoimento ele negou o crime, mas na casa do homem, os policiais encontraram uma pistola Caramuru calibre 22 com 8 munições. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão substituída por medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico.
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida aceitou a denúncia contra o autor no dia 30 de maio deste ano, e ele virou réu pela tentativa de homicídio. No dia 24 de novembro, foi autorizada a desativação da tornozeleira eletrônica e três dias depois, Tiago retirou o equipamento. Ele tinha passagens por violência doméstica


