Pacientes do Hospital do Câncer de Campo Grande enfrentam a falta de medicamentos essenciais para o tratamento de câncer. Luzeni Alves do Santos, 61 anos, não consegue receber há mais de 40 dias a medicação necessária para o combate às células cancerígenas, devido à ausência de repasses da prefeitura, segundo relatos de familiares.
De acordo com o esposo de Luzeni, a paciente faz uso contínuo do medicamento há três anos, em um tratamento previsto para cinco anos. Cada caixa custa cerca de R$ 1.800, valor impossível de ser pago pela família, e a farmácia do hospital está sem estoque há mais de um mês.
O problema, segundo a administração do hospital, estaria relacionado a atrasos nos repasses financeiros da prefeitura e de vereadores que costumam auxiliar na aquisição dos remédios. Ainda não há previsão de quando o medicamento será disponibilizado novamente.
Familiares afirmam que Luzeni precisa ir semanalmente ao hospital em busca do medicamento, mas encontra apenas prateleiras vazias. “É uma vergonha. A gente não sabe aonde vamos parar desse jeito”, desabafou o esposo da paciente, pedindo que o caso seja divulgado para pressionar os responsáveis.
O hospital não confirmou oficialmente o prazo de entrega do medicamento, e a situação evidencia a dificuldade de acesso a tratamentos essenciais para pacientes em vulnerabilidade


