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Nasa estuda mandar rover marciano para a Lua

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A falta de grandes novidades não chega a ser inesperada, considerando que o plano atual é realizar anúncios mensais como este, em um esforço para mostrar serviço e progresso em direção a um objetivo extremamente desafiador, que deve se desdobrar, na verdade, muito lentamente nos próximos anos.

A nova roupagem para os anúncios é a da base, mas trata-se basicamente de uma continuação do programa de carretos estabelecido pela agência antes de direcionar o programa para a construção de uma instalação capaz de manter astronautas por longos períodos no solo lunar. As quatro novas missões contratadas devem ocorrer no fim de 2028 e custarão cerca de US$ 150 milhões cada uma.

Duas delas serão da empresa Astrobotic, por US$ 297,9 milhões, e usarão o menor módulo de pouso da companhia, chamado Peregrine. A Astrobotic já chegou a lançar um desses módulos em 2024, mas uma falha ainda no espaço impediu uma tentativa de alunissagem. A empresa também trabalha atualmente em seu módulo de pouso maior, Griffin, que já está contratado pela Nasa e faz parte de uma das missões robóticas que a agência quer ver ir à Lua antes do fim do ano, mas não necessariamente.

As outras duas recém-contratadas serão uma da Firefly, por US$ 144,2 milhões, tentando repetir o sucesso que teve com seu módulo Blue Ghost no ano passado, e outra da Intuitive Machines, por US$ 148,3 milhões. A empresa voará pela terceira vez um módulo Nova-C ainda no fim deste ano, novamente se não houver atraso, e agora terá uma quarta missão já contratada, após dois pousos semi-bem-sucedidos. Os pousadores sobreviveram à descida e operaram no solo, mas tombaram ao chegar à superfície.

UM ROVER MARCIANO NA LUA

Parece nome de filme da Sessão da Tarde, mas é, na verdade, uma das coisas mais interessantes apresentadas na coletiva. Isaacman anunciou que a Nasa está estudando a possibilidade de enviar um modelo de engenharia dos rovers Curiosity e Perseverance para explorar a Lua.

Esse rover de teste é uma réplica dos que foram a Marte e é mantido aqui na Terra, no JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato, para a realização de testes que ajudam a manter as missões no planeta vermelho. Em suma, é um veículo projetado para operar em Marte que nunca deixou a Terra, sendo usado como referência para ajudar na operação de seus irmãos que voaram.

Ele precisaria de poucas adaptações para ser usado na Lua e ofereceria um recurso valioso para a exploração polar lunar, uma vez que tem, como seus gêmeos já lançados, uma bateria de plutônio que fornece eletricidade e calor sem depender de painéis solares. Isso daria a ele o potencial de explorar, por exemplo, o fundo de crateras lunares onde a luz do Sol está indisponível, um dos alvos mais cobiçados da superfície da Lua pelo potencial de abrigar gelo de água.

A nova missão se chamaria Promise, acrônimo em inglês para Rover Polar para Observação, Mapeamento e Exploração In-Situ, mas Isaacman destacou que é uma proposta ainda em estudo. Se acontecer, um dos fornecedores de carretéis lunares será contratado para levá-lo intacto à superfície da Lua.

Prazos

Durante a coletiva, Isaacman e García-Galán fugiram de cronogramas específicos. O administrador destacou que estão trabalhando na montagem do foguete para a missão tripulada Artemis 3 e têm expectativa de fazer um ensaio molhado na plataforma 39B ainda neste ano, mirando um lançamento no ano que vem. Já o gerente do programa lunar especificou que esperam ver uma das três missões robóticas originalmente programadas para este ano acontecer mesmo até dezembro, mas não se descartam atrasos.

A situação mais crítica é a da Blue Origin, com seu módulo Blue Moon Mark 1. O pousador em si está quase pronto para voo, mas a empresa teve um revés sério com a explosão de um foguete New Glenn na plataforma durante um teste, o que causou sérios danos aos sistemas de solo. A companhia ainda mantém a expectativa de voltar aos voos até o fim do ano, mas a própria Nasa admite que isso pode escapar para 2027, e haveria uma tolerância até mais ou menos meados do ano que vem para o lançamento.

Muito além disso, segundo Isaacman, a situação complicaria os planos da missão tripulada Artemis 3, que também depende de entregas da Blue Origin. A agência estuda a possibilidade de demandar o lançamento do Blue Moon Mark 1 em outro lançador, que não o New Glenn, mas, no momento, o administrador destaca que a prioridade é ajudar a Blue Origin a superar as dificuldades. Um voo com o New Glenn segue sendo descrito como o “plano A”.

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