domingo, abril 26, 2026

PF retira credencial de americano após governo Trump mandar delegado brasileiro deixar EUA

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A ação foi em represália à atitude do governo Donald Trump, que pediu a retirada de um policial brasileiro que atuava no sistema de imigração dos EUA.

Segundo afirmou Andrei em entrevista à Globonews, o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente do Brasil.

“Esse policial norte-americano, que até então trabalhava dentro de uma unidade nossa da PF, deixa de ter acesso a algumas bases de dados que nós fornecemos para essas cooperações, assim como nosso servidor lá em Miami teve”, disse.

O funcionário brasileiro seria o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele teve participação no caso que levou à prisão, na semana passada, do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem pelo ICE, a agência de imigração dos EUA.

Andrei também afirmou que, até o momento, a PF não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o ocorrido com Marcelo Ivo e que ele mesmo determinou o seu retorno à unidade em que trabalha.

“Ao chegar ao trabalho, o policial brasileiro teve a credencial de acesso ao sistema negado. Portanto, entendi que seria mais prudente mandar ele voltar ao Brasil”, declarou.

O chefe da PF também considerou “risível” a alegação do governo Trump de que o funcionário teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

“Não é possível imaginar que um policial está nos EUA para enganar as agências americanas e ludibriar um processo que a própria agência que ele está lotado produz”, declarou.

Após a prisão de Ramagem, no dia 13, a PF afirmou que houve uma ação conjunta entre EUA e Brasil.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse na ocasião que a prisão pelo serviço de imigração foi motivada por uma suposta infração de trânsito leve.

Marcelo Ivo foi designado, em março de 2023, para exercer a função de oficial de ligação junto ao ICE (sigla em inglês para Serviço de Imigração e Alfândega), em Miami. Esse tipo de missão para os policiais federais brasileiros tem um período específico. No caso da função junto ao ICE, era de dois anos.

A permanência do delegado -que antes foi superintendente da PF na Paraíba– foi prorrogada, até agosto de 2026, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União.

O ex-deputado federal pelo PL-RJ foi condenado à prisão no ano passado na mesma ação que levou à cadeia o ex-presidente Bolsonaro.

Ele recebeu pena de 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado no final do governo de Bolsonaro, além de perder o mandato parlamentar. Ele deixou o Brasil no ano passado e é alvo de um processo de extradição.

Leia Também: Homem suspeito de matar presidenciável da Colômbia é preso na Argentina

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