O dono de um imóvel localizado na Rua Cândido Mariano, no bairro Quilombo, em Cuiabá, foi multado em R$ 910 após cortar irregularmente duas árvores da espécie oiti (Licania tomentosa). Anteriormente, o proprietário havia solicitado autorização para o corte, mas o pedido foi negado pelo poder público.
A irregularidade foi constatada na tarde de sexta-feira (7), durante uma fiscalização realizada por equipes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e de Ordem Pública.
A fiscalização, segundo a pasta, fez parte de uma política de gestão municipal de fortalecimento da proteção da arborização urbana, intensificada neste ano com a publicação do Decreto Municipal nº 12.079/2026, que estabeleceu critérios técnicos mais rigorosos para poda e supressão de árvores em Cuiabá.
Ainda conforme o poder público, o proprietário do imóvel chegou a solicitar a autorização para remover as árvores, mas o pedido foi negado após análise técnica.
Diante disso, o dono pediu uma reconsideração do pedido, que também foi negada. Mesmo assim, os cortes das árvores foram realizados, confirmando a irregularidade.
Antes dos cortes, equipes técnicas da prefeitura avaliaram que as árvores estavam em boas condições fitossanitárias, sem risco de queda, comprometimento estrutural ou qualquer situação que justificasse a retirada. O parecer autorizava apenas serviços de poda de manutenção e adequações no entorno das árvores para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A multa aplicada ao proprietário do imóvel foi de R$ 455,00 por indivíduo arbóreo suprimido irregularmente. Como foram duas árvores cortadas, o valor totalizou R$ 910,00.
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Ajude na fiscalização: ao fazer a denúncia, informe o endereço completo e forneça o máximo de detalhes possível para facilitar a atuação das equipes.
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Faça a denúncia
Utilize os canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá para informar casos de podas ou cortes irregulares de árvores.
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Informe os detalhes
Indique o endereço completo da ocorrência e descreva a situação com informações que possam ajudar na identificação do caso.
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Fiscalização no local
Após receber a denúncia, os fiscais realizam uma vistoria para verificar as informações e adotar as medidas administrativas previstas em lei.
A polêmica do corte de árvores em Cuiabá
Em maio deste ano, a retirada de várias árvores da rua Baltazar Navarros, no bairro Poção, em Cuiabá, chamou atenção da população. A via, antes marcada pela forte arborização, perdeu cinco grandes árvores que ocupavam as calçadas, mudando completamente a paisagem do local.
A mudança foi registrada em vídeo publicado nas redes sociais pelo perfil “Cuiabá Cidade Cinza”, que mostrou a transformação no cenário antes e depois da retirada das árvores. Em uma consulta pelo Google Maps, é possível visualizar a presença e crescimento das árvores desde meados de 2011.
Um mês após a retirada das árvores que transformou completamente a paisagem da rua Baltazar Navarros, no bairro Poção, em Cuiabá, novas mudas foram plantadas no local. Um morador registrou a mudança na manhã deste sábado (27), mostrando que a compensação ambiental prevista para a obra foi executada.

Especialista alertou para aumento da temperatura
Na época, a arquiteta e urbanista Flávia Maria de Moura Santos, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), explicou que a retirada de árvores adultas provoca efeitos imediatos sobre o microclima urbano.
Segundo a pesquisadora, a perda do sombreamento faz com que as superfícies de asfalto e concreto absorvam mais calor, elevando a temperatura da região e reduzindo a umidade do ar.
Além do aumento da sensação térmica, ela destacou que a retirada da vegetação prejudica a qualidade ambiental e afeta diretamente quem circula a pé pela cidade.
“Asfalto e concreto acabam absorvendo mais energia e, consequentemente, aumentando a temperatura local. A gente perde a umidade, o sombreamento das edificações e das calçadas, pensando principalmente no pedestre. Além disso, a vegetação também funciona como um filtro para o ar”, explicou na época.

