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Protesto em Campo Grande pede fim da violência policial e de abusos contra indígenas (vídeo)

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Pequeno grupo de jovens e militantes de movimentos sociais realizou, na manhã deste sábado (1°), na Rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena, um protesto no Centro de Campo Grande, convocado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), com a pauta principal de combate à violência policial.

Segundo os organizadores, o protesto se baseia em dois temas principais: a atuação da polícia em confrontos armados e a violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul.

Uma das manifestantes criticou o governo estadual por apoiar ações policiais que resultaram na morte de mais de 100 pessoas no Rio de Janeiro na última semana. “Foram 130 pessoas assassinadas e o governador do nosso estado… foi lá para subir no palco de um assassino”, afirmou.

Alice Soares, de 25 anos, explicou que o grupo defende a substituição das ações armadas em favelas e comunidades por operações de inteligência, citando como exemplo uma investigação da Polícia Federal na Faria Lima, em São Paulo, que não resultou em mortes.

“A gente viu uma operação que foi super militarizada e violenta, que invadiu um espaço frequentado por pessoas comuns. Existem moradores nas favelas que não vivem do crime organizado ou do tráfico; são pessoas que trabalham e estudam no seu dia a dia. E, mesmo assim, essa operação entrou no território sem utilizar um sistema de inteligência policial, sem apoio da Polícia Federal ou dos mecanismos tecnológicos disponíveis hoje para investigações. Simplesmente invadiram, atirando em qualquer um que estivesse na rua naquele momento, sem diferenciar moradores de criminosos recém-inseridos no crime. Viemos apenas trazer luz ao que está acontecendo, porque há experiências de operações que, com base em inteligência, conseguem prender integrantes de alto escalão do crime organizado sem disparar um tiro e, ainda mais importante, confiscando o dinheiro do crime. Atirar e matar a população não resolve o problema”, disse Alice.

O outro ponto do protesto é a defesa dos direitos indígenas. Os manifestantes criticaram o cerceamento de acesso a terras e denúncias de violência cometida pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, como no caso de um indígena que teria sido morto enquanto apresentava um surto.

Entre os movimentos presentes estavam a União Popular, a Frente Negra Revolucionária (FNR), o movimento Olga Benário, além de integrantes dos partidos PSTU, PCB e PT. Cerca de 10 pessoas participaram da manifestação, exibindo cartazes, gritando palavras de ordem e distribuindo panfletos aos transeuntes no cruzamento da Avenida 14.

 

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