Os protestos anti-imigração na Irlanda do Norte entraram no segundo dia consecutivo de violência, com confrontos entre manifestantes e policiais, incêndios e ataques direcionados a pessoas de minorias étnicas, nesta quinta-feira (11). Ao menos 12 agentes ficaram feridos e 16 pessoas foram presas durante os distúrbios registrados em diferentes localidades da região.
A onda de violência teve início após a divulgação de um vídeo que mostra um homem sendo esfaqueado repetidamente enquanto estava caído no chão, em Belfast. A vítima perdeu um olho e segue hospitalizada em condição estável. O suspeito do ataque, o sudanês Hadi Alodid, de 30 anos, foi acusado de tentativa de homicídio e teve a prisão preventiva decretada. Embora autoridades tenham condenado o crime, líderes políticos alertaram para o uso do episódio como justificativa para ataques contra imigrantes.
Protestos obrigam famílias a deixarem suas casas
Na quarta-feira (10), manifestantes encapuzados lançaram tijolos, pedras e coquetéis molotov contra a polícia em Glengormley, que respondeu com canhões de água. Veículos foram incendiados, contêineres de lixo queimados e um grupo tentou chegar ao Chimney Corner, hotel que já abrigou solicitantes de asilo, mas foi impedido.
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Diversas famílias precisaram deixar suas casas sob proteção policial devido aos ataques anti-imigração. Entre os resgatados, segundo a ministra britânica Ruth Andersonhavia um bebê de dois meses.
O ministro britânico para a Irlanda do Norte, Hilary Benn, classificou os episódios como “violência racista”. “Se você está atacando pessoas com base na cor da pele, como mais isso poderia ser descrito? Isso é banditismo racista, não há nenhuma dúvida sobre isso”, afirmou.
O premiê Keir Starmer disse que as cenas dos protestos anti-imigração foram “chocantes e completamente inaceitáveis” e prometeu que os responsáveis sentirão “todo o peso da lei”.

