Reinaldo Azambuja já se garantiu antes de se filiar e Pollon e Contar acreditaram em promessas.
Nos próximos dias, chegará ao fim uma parte importante de uma novela que se arrasta desde que Reinaldo Azambuja assumiu o comando do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul: quem serão os candidatos ao Senado na coligação liderada por Eduardo Riedel (PP).
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Flávio Bolsonaro já informou que um dos escolhidos é Reinaldo Azambuja. Isso ficou acordado antes mesmo de Reinaldo se filiar ao PL. Ele foi como a condição de que o partido apoiaria Riedel e de que seria um dos candidatos.
A outra vaga já teve mais concorrentes, como a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), por exemplo, mas foi se afunilando até sobrarem Marcos Pollon e Capitão Contar (PL).
Contar se filiou após receber com assinatura, literalmente, do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, que inclusive lançou o nome dele como pré-candidato na mesma hora que assinou a ficha. Dias depois, teve que falar que o nome seria apontado após pesquisa, seguindo o roteiro que Azambuja adotava há vários meses no Estado, quando pré-candidatos de outros partidos também estavam no jogo: Nelsinho Trad (PSD) e Gerson Claro (PP), por exemplo.
Marcos Pollon era pré-candidato ao Governo do Estado, mas frequentemente recebia conselho de Eduardo Bolsonaro (PL) para que disputasse o Senado. Ele só confirmou mudança quando Michele Bolsonaro divulgou uma carta escrita por Bolsonaro, indicando-o como um dos escolhidos dele para o Senado.
Sem saber como desfazer a confusão, Reinaldo, Valdemar e Flávio Bolsonaro decidiram prorrogar o impasse, avisando que só escolheriam o candidato por intermédio de pesquisa.
O partido encomendou dois estudos e a reportagem apurou que ambos indicam Contar, repetindo o que já foi explanado nos estudos. Esses números serão apresentados por Bolsonaro, que também terá poder de decisão.
Bolsonaro, que indicou Pollon pelo Instagram de Michele, agora terá que voltar atrás na palavra, caso concorde com as pesquisas. Já Pollon tem a seu favor o apoio da família Bolsonaro.
Pollon é amigo muito próximo de Eduardo Bolsonaro, que foi seu padrinho político para ser eleito deputado federal e da ex-primeira-dama, a quem chamava de madrinha. Michele tem sido a principal defensora, repetindo frequentemente que ele é o escolhido.
Após o anúncio, o PL viverá um novo capítulo, que será decidir o futuro de Pollon e Contar. Como ponto negativo para ambos, polêmicas que surgiram no decorrer desta novela que se arrasta a alguns meses, como o contrato da esposa de Contar com o PL e das anotações de Flávio, que insinuavam pedido de R$ 15 milhões para Pollon desistir.
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