segunda-feira, abril 27, 2026

Sem linha para sutura, idosa deixa UPA sem atendimento e com ferimento aberto em Campo Grande

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Uma idosa de 77 anos precisou de atendimento de urgência após se cortar com uma faca, mas saiu da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, sem receber sutura por falta de linha, em Campo Grande. A situação aconteceu no domingo (12) e revoltou a família, que denuncia a precariedade da rede pública e cobra explicações da prefeitura.

De acordo com a filha da paciente, estudante de 48 anos, que prefere não se identificar, a mãe se feriu ao manusear uma faca em casa. “Ela cortou o dedo em cima da veia, e como a pele do idoso é mais sensível, o corte foi profundo”, conta.

Ao chegar à unidade, a médica responsável identificou a necessidade de dar pontos e informou que daria prioridade ao atendimento por se tratar de uma idosa.

Pouco depois a profissional retornou pedindo desculpas e informou que o material necessário não estava disponível.

“A médica ficou envergonhada e disse que não tinha linha para costurar. Fez apenas o curativo e liberou minha mãe. Era um caso de sutura, mas não foi possível fazer o procedimento”, relata.

Sem o ponto, o ferimento não pôde ser fechado e agora está em processo de cicatrização natural. A idosa segue realizando trocas de curativo no posto de saúde do bairro Estrela do Sul. “Agora não dá mais para costurar, só estamos cuidando para ver se fecha. Mas é revoltante ver isso acontecer em uma cidade grande como Campo Grande”, lamenta.

Além da falta de insumos, a família também enfrenta dificuldade para conseguir medicamentos. A idosa faz uso de fluoxetina, antidepressivo que está em falta na rede pública. “Estamos tendo que comprar. Tem muita gente sofrendo por não conseguir o remédio. Conhecidos nossos já tiraram a própria vida por isso. É muito grave”, aponta a filha.

Para ela, a situação da saúde pública chegou ao limite. “Não tem fio para sutura, não tem remédio para ansiedade, não tem nada. A saúde é prioridade e precisa ser tratada como tal. Queremos saber para onde está indo o dinheiro que deveria garantir esses atendimentos básicos”, questiona.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para questionar sobre a falta de insumos e medicamentos nas unidades de pronto atendimento e aguarda retorno.

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