segunda-feira, novembro 2, 2026

Sem vaga para operar em Campo Grande, idosa viaja a Corumbá para conseguir atendimento médico

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A crise na saúde pública de Campo Grande fez com que uma família da Capital viajasse até Corumbá para conseguir atendimento médico depois de passar duas semanas com braço quebrado.

A esposa de Rubens Marinho, de 62 anos, sofreu uma queda no Parque Ayrton Senna no dia 29 de outubro e fraturou o braço em dois lugares. Desde o atendimento precário no local, até as idas e vindas atrás de uma vaga, fez com que o casal viajasse para o interior em busca de atendimento justo.

De acordo com o aposentado, a esposa caminhava na quadra, quando caiu e quebrou o braço em dois lugares. Sem receber amparo devido no parque, a idosa foi levada pelo marido a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon pelo companheiro e foi encaminhada ao CEM (Centro de Especialidades Médicas).

“Lá eles mandaram ela pra casa, aguardar vaga, o braço quebrado há duas semanas, sentindo dor, vivendo à base de remédio. E o pior é ouvir que não tem previsão de cirurgia, que tem gente esperando há três meses”, desabafa.

Sem perspectiva de atendimento na Santa Casa de Campo Grande, onde médicos da ortopedia estão em greve e a fila por cirurgias segue longa, a família decidiu buscar ajuda em Corumbá, onde tem parentes. 

No entanto, após realizar uma ressonância, o médico constatou que, por já terem se passado duas semanas do acidente, o osso havia colado sozinho. A cirurgia, nesse caso, traria mais riscos e sofrimento, já que seria necessário quebrar novamente o braço para colocar pinos.

“O médico explicou que, como colou um pouco fora do lugar, ela pode ter dificuldade para movimentar o braço no futuro, mas vai fazer fisioterapia e acompanhar”, relata o marido.

Indignado, o morador da Capital lamenta o caos na saúde e em todas as áreas vividas na cidade. “Antes o povo do interior vinha para Campo Grande ser socorrido, hoje é o contrário, você tem que sair da Capital para conseguir atendimento no interior. Incrível”, diz.

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande e com a Sesau para saber sobre a situação da greve dos médicos ortopedistas e a fila de espera por cirurgias, também como está a situação de regulação dos pacientes e aguarda retorno.

 

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