Setembro de 2026 foi o segundo mês de setembro mais quente já registrado no mundo, com temperaturas médias recordes na Europa Ocidental e nos oceanos fora das regiões polares.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). Segundo o relatório, setembro foi o segundo mês consecutivo de 2026 em que a temperatura média global ficou mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Em 2015, durante a assinatura do Acordo de Paris, praticamente todos os países do mundo concordaram em adotar medidas para limitar o aquecimento global, buscando manter o aumento da temperatura em até 1,5°C em relação ao período pré-industrial.
De acordo com o Copernicus, a temperatura média global em setembro ficou 1,63°C acima dos níveis pré-industriais. O resultado faz parte de uma sequência de meses acima da marca de 1,5°C, iniciada em agosto, que deverá continuar até 2027.
Europa registra calor extremo e seca histórica
Em toda a Europa, setembro foi excepcionalmente quente e seco. Em algumas regiões da Europa Ocidental, o mês foi o mais quente já registrado.
As altas temperaturas agravaram a seca em diversas áreas do continente, provocando quedas históricas nos níveis de importantes rios europeus.
Trechos dos rios Reno, Vístula, Danúbio e Garona-Dordonha atingiram níveis mínimos nunca observados anteriormente.
Segundo o relatório, a temperatura média global do ar em setembro foi de 16,27°C, valor 0,82°C superior à média registrada entre 1991 e 2020.
Em comparação com o período pré-industrial, estimado entre 1850 e 1900, a temperatura ficou 1,63°C acima da média.
Na Europa, a temperatura média sobre a superfície terrestre superou em 1,54°C a média do período de 1991 a 2020.
Oceanos também atingem temperaturas recordes
O aquecimento também foi observado nos oceanos. Excluindo os mares polares, a temperatura média da superfície do mar atingiu 21,05°C, o maior valor já registrado para um mês de setembro.
O Copernicus destacou que as temperaturas da superfície do mar permanecem excepcionalmente elevadas em grande parte do Pacífico tropical, onde o fenômeno El Niño está se intensificando.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, capaz de influenciar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões do planeta.
Em setembro, a temperatura da superfície do mar na região associada ao El Niño atingiu 29,70°C, estabelecendo um recorde histórico.
Na Europa, as temperaturas da superfície do mar também alcançaram níveis recordes para setembro, especialmente ao longo da costa atlântica e no Mediterrâneo Ocidental.

