Cenas lamentáveis com fãs caminhando quilômetros para chegarem ao show do Guns N’ Roses, na noite desta quinta-feira (9), tem a digital da prefeitura de Campo Grande. Um dos pontos observados por quem esteve no evento e ficou à deriva, foi a falta de investimento em transporte coletivo para reduzir volume de veículos na saída para Três Lagoas.
Conforme apontamentos feitos por fãs e jornalistas que cobriram o evento, a prefeitura não promoveu transporte coletivo para levar fãs ao local, o Autódromo Internacional de Campo Grande, na BR-262, saída para São Paulo. E isso fez uma baita diferença, garantem. O trecho pertinente à prefeitura vai até o final da Avenida João Arinos, que depois vira BR-262.
Os presentes citam eventos como o Rock In Rio, de magnitude gigantesca – que teve como mérito investir no transporte em veículos maiores para reduzir a presença de carros de passeio. No caso de Guns na Capital, a lentidão do trânsito era percebida desde o final da Rua Joaquim Murtinho – altura da Escola Estadual Hércules Maymone até, obviamente, a entrada do autódromo.
”Poderia criar uma pista exclusiva para ônibus ou permitir o tráfego deles pelo acostamento”, sugeriu uma das pessoas que acompanhou a movimentação dos fãs. Depois lamentou:
”Os ônibus (particulares) ficaram presos junto com os carros”, desabafou a testemunha.
Parte do público seguiu a pé para o show (Foto: Repórter Top)
Outras sugestões foram aventadas, como a adoção de um sistema ‘’Pare e Siga’’ mais prolongado e não o que foi realizado, com tempo curtíssimo para passagem. Até a criação de um contra-fluxo com prioridade para os veículos que vinham de Campo Grande para o autódromo também foi cogitada. Também houve apontamentos de que isso seria inviável, porque parte do trecho é dividido por muros de concreto.
Porém, em que pesem as divergências nas sugestões, a unanimidasde fica por conta da falta de planejamento. E isso envolve não só a prefeitura – por meio da Agetran – mas também órgãos federais como o DNIT e a Polícia Rodoviária Federal.
Atraso
Conforme o Google Maps, a distância entre o final da Rua Joaquim Murtinho – altura da Rua dos Vendas – até o Autódromo, é de cerca de 15Km. Em condições normais, a viagem é feita em 20 minutos. Mas em momentos antes do show, consumiu até três horas dos motoristas.
”Teve gente que desistiu do show”, lamentou uma jornalista. Outors foram a pé, mesmo com dois ou três quilômetros para o destino. Foi dito que dezenas de véiculos foram ”largados” a uma distânica muito grande do local da apresentação.
Outro grande detalhe é que o Guns subiu ao palco com 1h30 de atraso (às 22h em vez de 20h30), justamente por conta do atraso no deslocamento. Mesmo assim, muitos perderam o evento. Quem foi garante que até 30% de quem comprou ingresso não conseguiu entrar.
”Na frente estava lotado, mas lá no fundo tinha espaço grande”, comentou uma jornalista.
Local onde ocorreu show do Guns na Capital (Foto: Berlim Caldeirão)
Morte
Homem que estaria trabalhando como ambulante, morreu no autódromo de Campo Grande, durante o show que ocorria no local. Informações preliminares dão conta que ele começou a convulsionar repentinamente, o que chamou a atenção de pessoas que aguardavam na fila para entrar no show.
Testemunhas relataram que o público passou a gritar por ajuda aos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que estavam próximos e iniciaram os primeiros socorros. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou manobras de ressuscitação. Apesar dos esforços, o homem não resistiu e morreu ainda no autódromo.
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