terça-feira, novembro 3, 2026

Troca de medicação pode ter matado idosa de 93 anos em hospital particular de Campo Grande

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Uma idosa de 93 anos morreu durante a quarta-feira (8) depois de um possível erro na hora de ministrar os medicamentos dos pacientes no Hospital da Unimed, em Campo Grande.

Conforme as informações policiais, a mulher foi internada no dia 5 de julho após apresentar alteração de pressão e dores no peito, sendo a principal suspeita um infarto. Na ocasião, foram realizados três eletrocardiogramas e, posteriormente, uma cardiologista teria descartado a ocorrência de um ataque cardíaco. Ainda de acordo com o relato, por falta de vaga em apartamento, a paciente permaneceu na ala amarela da unidade.

A família informou à polícia que, no dia 6 de julho, algumas medicações prescritas, entre elas quetiapina e alprazolam, mas não teriam sido administradas no horário previsto. Após insistência de uma das netas da paciente, os medicamentos teriam sido aplicados por volta das 23h.

A idosa foi transferida para um apartamento durante a madrugada do dia 7 de julho. Na manhã seguinte, segundo os familiares, ela apresentou uma piora no quadro clínico, ficando pálida e apática. O boletim relata que a filha da paciente teria identificado que a medicação aplicada por via intravenosa seria uma bolsa de potássio com identificação de outra paciente, que teria o mesmo nome que a vítima.

Após o episódio, os familiares relataram que houve alteração nos batimentos cardíacos da idosa, que teriam oscilado entre 140 e 30 batimentos por minuto. Segundo o registro policial, a equipe de enfermagem teria retirado um equipamento do quarto, o que teria causado preocupação aos familiares.

No dia 8 de julho, uma médica teria informado à família que o estado de saúde da paciente era irreversível e que o óbito poderia ocorrer em poucas horas. Fato ocorrido na tarde de quarta-feira.

Diante da situação, os familiares procuraram a 3ª Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e deve apurar se houve falha no atendimento ou eventual erro durante a internação.

A reportagem entrou em contato com a Unimed Campo Grande para solicitar um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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