Vereador Rafael Tavares (PL) celebrou, nesta terça-feira (18), decisão da Confederação Brasileira de Voleibol de banir atletas transsexuais das competições. Ele é autor de legislação municipal que determina o sexo biológico como critério de participação de atletas nas competições em Campo Grande. Os vídeos de Tavares e André Salineiro, que também defende a medida, estão no final da matéria.
''É pessoal, a grama é verde e o Rafael Tavares tinha razão'', disse o vereador ao reforçar a tese que a decisão da CBV é algo óbvio; que homens biológicos não podem disputar competições em times femininos.
No vídeo, Rafael comentou decisão do Comitê Olímpico Internacional, o COI, de usar somente o critério do sexo biológico para participação nos Jogos Olímpicos. A Confederação Brasileira de Vôlei aderiu à decisão da entidade internacional.
''O homem é diferente da mulher. Não adianta um homem se sentir mulher que ele vai poder disputar de maneira justa contra uma mulher'', refletiu o parlamentar. Ele destacou que a proposição nesse sentido já havia sido feita por ele na Assembleia Legislativa, quando foi deputado estadual e aprovada na Câmara Municipal, onde é vereador.
A decisão do COI vem bem depois da aprovação da lei em Campo Grande. Tavares também polemizou o caso quando homenageou o time de futebol feminino ''Leoas CG'', que barrou uma jogadora trans no time. A foto da matéria traz a jogadora de vôlei transexual Tifanny Abreu, do time Osasco São Cristóvão Saúde. A decisão da CBV vale apenas para a próxima edição da Superliga de Vôlei e outras competições.
Salineiro
Outro vereador, André Salineiro defende o mesmo que Tavaes. Ele alega injustiça ao ver um homem biológico disputar uma partida contra uma mulher. Garante que não trata de exclusão e sim de proteção às mulheres.
Proibido
O projeto de Lei nº 11.526/25, que define o sexo biológico como critério único de participação de atletas em eventos esportivos oficiais da Capital foi aprovado em setembro de 2025. O texto foi vetado pelo Executivo, mas teve o veto derrubado em 21 de outubro do mesmo ano. Sendo assim, foi promulgado e é lei.
Polêmica
A legislação aprovada – de autoria de André Salineiro, Rafael Tavares e Ana Portela, todos do PL, se deu pouco depois da polêmica em um jogo de futebol feminino em um campo no Alves Pereira, em setembro de 2025, na Capital. O time Fênix escalou a jogadora trans Adriana, o que gerou revolta no time adversário, o Leoas CG.
Na ocasião, o time que se sentiu prejudicado em razão da trans ter força de homem deixou o campo, alegando imposição do organizador do campeonato.
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