Vereador Rafael Tavares (PL) lamentou ter sido chamado de ”Rafaela” pela militância LGBT, na sessão desta terça-feira (28), em Campo Grande. O parlamentar viu incoerência ao ser tachado de homossexual por quem diz defender a causa.
O expediente dessa terça-feira tratava de legislação sobre criminalizar movimentos sociais que promovem desordem, mas acabou tendo espaço para protesto da militância contra a chamada ”Lei Cássia Kis”, que proibe transexuais em banheiros femininos.
O plenário da Casa ficou lotado para ambas as demandas. Os ânimos se exaltaram quando do discurso de vereadores a favor e contra a lei dos banheiros. Na plateia, ativistas bradaram que o vereador bolsonarista seria ”Rafaela” e trata-se de um homossexual enrustido.
Alguns militantes exaltados ameaçaram invadir o espaço dos parlamentares e a segurança precisou ser reforçada. Membros da Associação das Travestis e Transexuais de MS, a ATTMS, também estavam presentes na manifestação.
”Estão me ‘homenageando’ aqui pela militância LGBT, que me chamou de ‘Rafaela’. Não tem sentido nenhum… eles pedem respeito, mas querem me atacar me atribuindo ser Rafaela”, comentou o vereador nas redes sociais.
Outro vereador, André Salineiro (PL), que foi o autor da ”Lei Cássia Kis”, também sofreu protestos quando foi discursar. Maicon Nogueira, do PP, disse aos manifesatntes que, quando eles tiverem órgão feminino, poderão entrar no banheiro e também citou a frase ”tem muita testosterona aqui”.
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