Um homem de 21 anos foi preso, na manhã desta terça-feira (28), suspeito de estuprar o enteado, um bebê de 1 ano, no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. A mãe da criança, de 31 anos, também foi encaminhada à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Conforme informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para um possível óbito de criança. Ao chegarem no local dos fatos, a equipe viu o suspeito com a criança nos braços e, imediatamente, iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Após a chegada do resgate, um dos médicos da unidade constatou que a criança apresentava diversos hematomas pelo corpo e indícios de possível abuso sexual. Ele foi encaminhado para a Santa Casa.
Conforme relato da mãe, ela teria saído pela manhã, por volta das 6h, e deixado o menino com uma mamadeira, aos cuidados do suspeito. Às 6h40, o homem teria visto que a criança estava sem movimentos, momento em que acionou a mãe do menino e o Samu.
A criança também apresentava hematomas na região da cabeça, estendendo-se até a área ocular, hematomas nas costas, não sendo atuais já que possuiam coloração diferente, roxos na virilha, hematomas em ambas as pernas e outros ferimentos. Para a polícia, a genitora disse que só viu as lesões no filho por volta das 15h30 de segunda-feira (27), mas não verificou o que aconteceu. O suspeito relatou que a mulher já perdeu a guarda de três crianças anteriormente.
A perícia foi acionada e constatou a presença de vestígios de sangue na coberta do menino e na cama do casal. A polícia ainda encontrou na varanda da residência uma porção de maconha, que segundo a genitora, ela e o companheiro teriam utilizado na noite anterior.
O pai biológico da criança também foi acionado. Segundo ele, a criança teria sofrido uma queda no banheiro no dia 27 de abril, entre 11h e 12h, o que justificaria os hematomas na cabeça, já que a vítima não foi levada ao hospital na ocasião.
Eles foram levados para a DEPCA e o caso foi registrado como maus-tratos, estupro de vulnerável, lesão corporal e omissão de socorro e será investigado.


