O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PL), afirmou que o Estado tem intensificado as ações de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher, destacando investimentos em estrutura, tecnologia e conscientização.
Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (16), ele detalhou que o governo vem ampliando a rede de proteção, com a implantação de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, incluindo projetos para cidades como Dourados e Corumbá. Além disso, há avanço no fortalecimento das delegacias especializadas e na modernização dos serviços de atendimento.
Riedel também ressaltou mudanças nos processos integrados entre instituições como o Tribunal de Justiça, Ministério Público e forças de segurança, com o objetivo de dar mais agilidade às medidas protetivas e notificações. Uma das iniciativas citadas é a capacitação de policiais militares para auxiliar no cumprimento dessas determinações.
Apesar das ações estruturais, o governador enfatizou que o combate à violência contra a mulher não depende apenas do poder público. Para ele, a participação da sociedade é fundamental.
“A conscientização e a intolerância a qualquer tipo de violência são essenciais. Não é só papel do governo. A sociedade precisa agir, denunciar e não ser conivente”, afirmou.
Agro e desenvolvimento
Durante agenda com setores produtivos na Expogrande 2026, Riedel também abordou o cenário do agronegócio em Mato Grosso do Sul, destacando a importância do diálogo com produtores para direcionar políticas públicas.
O governador citou programas de incentivo, como os voltados à cadeia leiteira, com investimentos e ações para aumentar a produtividade, reduzir a sazonalidade e melhorar a renda de pequenos produtores.
Segundo ele, os resultados já começam a aparecer, com adoção de novas tecnologias e maior eficiência nos sistemas produtivos. A expectativa é que os incentivos impactem diretamente na renda do produtor, com acréscimo estimado de até R$ 0,30 por litro de leite.
Riedel também destacou que o avanço do agro está alinhado a metas de sustentabilidade, como a redução de emissões de carbono até 2030, além de reforçar o potencial de crescimento do Estado com projetos de integração logística, como a Rota Bioceânica.


